Após ser humilhado em Show, homem vai processar Eduardo Costa


Além do mineiro Miltinho, que foi arrastado pelo segurança do cantor Eduardo Costa durante um show realizado na cidade de Danbury (Connecticut), outro brasileiro sentiu-se ofendido com a atitude do artista. “Ele me ameaçou e me humilhou”, disse entregador de móveis Marcelo Silva, que também estava no evento e foi alvo do sertanejo.

Em uma entrevista, exclusiva, ao site Brazilian Times, Marcelo disse que estava ao lado de Miltinho quando tudo aconteceu. “Eu sou amigo dele e percebi que ele estava um pouco alterado, pois tinha exagerado na bebida. Mas ele é uma pessoa boa e querida na comunidade”, disse ressaltando que o amigo esbarrou em um rapaz e depois caiu em cima de algumas pessoas próximo ao palco.

Neste momento, segundo Marcelo, Eduardo Costa interrompeu a música e mandou todo mundo olhar para Miltinho, dizendo que ele estava fazendo gracinha e mandou um de seus seguranças particular o retirar do recinto. “Enquanto isso, eu me aproximei do meu amigo e pedi para ele ficar quieto e ir sentar”, disse.
Marcelo acrescenta que no cantor interpretou que Marcelo estava provocando Miltinho e por isso também fez ameaças ele. “Ele mandou eu ficar pianinho e disse que iria fazer a mesma coisa comigo e mandar bater em mim da mesma maneira que mandou bater em Miltinho”, disse.
“Eu fui a vários shows e eventos e nunca vi os seguranças baterem em ninguém. O segurança do Eduardo arrastou Miltinho, rasgou as roupas dele e ainda deu uns tapas quando chegou do lado de fora do local”, afirma.

Eduardo Costa deve responder à 2 processos

Como se não bastasse, Eduardo Costa também desrespeitou a mulher de Marcelo, agindo de forma vulgar, chamando a moça de “gostosa”. Marcelo lembra que o cantor começou o show falando que estava em uma bebedeira antes e que quase não consegue ir ao evento. “Durante a sua apresentação ele ainda ingeriu alguns dois shots de bebida quente, possivelmente Tequila”, disse. “Ele também estava aletrado”, continuou.
Marcelo não foi retirado do recinto, mas foi vítima de um preconceito que domina a maior parte dos brasileiros que moram no Brasil – pensar que todos que estão nos Estados Unidos são pobres e não tem nada. “Ele me discriminou, disse que eu não era nada e que meu cordão de ouro era falso. Me humilhou e menosprezou na frente de todos no show”, afirmou ressaltando que o que mais o revoltou foi quando o cantor se dirigiu à minha esposa. “Ela a chamou de gostosa e disse que que só não transaria com ela porque não tinha tempo”, fala explicando que o artista usou palavras mais pesadas para expressar esta agressão verbal.
Marcelo, que mora nos Estados Unidos há 15 anos, sempre na região de Connecticut, ainda está abalado com os ataques sofridos e disse que já está em contato com um advogado e quer processar o cantor. “Ele não pode fazer isso, tem que respeitar as pessoas e eu quero mostrar que aqui nos EUA nós somos reconhecidos e a lei está do nosso lado”, afirma. “Além disso ele falou que as mulheres de Danbury são fáceis de pegar”, se revolta.
Em relação ao cordão, Marcelo revelou ao BT que pagou US$2,500 dólares, mas a sua revolta não é pelo fato de Eduardo Costa desdenhar da joia, “mas sim por ele pensar e falar que os brasileiros não são nada nos Estados Unidos”. Para ele, isso é um preconceito embutido em uma pessoa que não respeita ninguém que está abaixo da classe social dela. “Ele chegou a esta posição graças a nós que vamos aos shows, pagamos ingressos, compramos CDs, assistimos seus vídeos na internet, etc”, fala reafirmando que vai correr atrás dos seus direitos. “Vou falar com o Miltinho e quem sabe entramos com uma ação em conjunto. Ele ainda está traumatizado”, finaliza.

Nenhum comentário

Regras do site

Não serão aceitos comentários que:

1. Excedam 500 caracteres com espaço;

2. Configurem crime de calúnia, injúria ou difamação;

Art. 140 - Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro.
Pena - detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa.
É qualquer ofensa à dignidade de alguém. Na injúria, ao contrário da calúnia ou difamação, não se atribui um fato, mas uma opinião. O uso de palavras fortes como "ladrão", "idiota", "corrupto" e expressões de baixo calão em geral representam crime. A injúria pode fazer com que a pena seja ainda maior caso seja praticada com elementos referentes a raça, cor, etnia, religião ou origem.
Exemplo: um comentário onde o autor diga que fulano é ladrão, corrupto, burro, salafrário e por ai vai. Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. Portanto, o titular deste blog poderá ser responsabilizado civil e criminalmente por tudo que aqui for escrito.

3. Sejam agressivos ou ofensivos, mesmo que de um comentarista para outro; ou contenham palavrões, insultos;

4. Não tenham relação com a nota publicada pelo Site.

Atenção: só serão disponibilizados no blog os comentários que respeitarem as regras acima expostas.