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Ex-prefeita será julgada por crime de pistolagem após 18 anos em Alagoas

Após 18 anos do trucidamento de seu adversário político, no Agreste Alagoano, a ex-prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote (PP), será julgada na próxima terça-feira (16), em Júri Popular realizado em Maceió. A mãe do atual prefeito de Estrela, Arlindo Garrote (PP), é acusada de mandar matar José Roberto Rezende Duarte, em março de 1999. O julgamento será conduzido pela 9ª Vara Criminal de Maceió, a partir das 8h, no Fórum da Capital, no Barro Duro.

O crime de pistolagem que ainda é realidade na política coronelista do Estado de Alagoas ocorreu no povoado de Canafístula, zona rural de Palmeira dos Índios. De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público de Alagoas (MP/AL), a vítima foi assassinada a tiros por três homens que se passavam por policiais.

Segundo o MP, o homicídio teria sido encomendado por Ângela Garrote, que na época era primeira-dama de Estrela de Alagoas. A denúncia relata que o assassinato ocorreu porque José Roberto Duarte teria denunciado, junto aos meios de comunicação, supostas irregularidades de Ângela Garrote e do marido dela, o ex-prefeito Antônio Garrote, já falecido.

O TJ divulgou que a defesa da ré alega que ela não teve envolvimento com o crime. Ângela Garrote foi pronunciada em maio de 2013 e será julgada por homicídio duplamente qualificado (mediante paga ou promessa de recompensa e à traição, por emboscada ou mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima).

DO RISO ÀS LÁGRIMAS

Em março de 2011, Ângela Garrote foi presa pela Polícia Federal na Operação Mascotch, e chegou sorrindo, para fazer exames de corpo de delito, enquanto era acusada de integrar um esquema de desvio de R$ 2 milhões recursos federais da merenda escolar.Em 2013, foi a vez do filho Arlindo Garrote escolheu seu melhor terno para conhecer, por pouco tempo, a rotina da prisão, acusado de desviar cerca de R$ 1 milhão dos cofres públicos. Outro filho da ex-prefeita, Toninho Garrote, foi um dos réus condenados em 2014 pelo assassinato do estudante Diego de Santana Florêncio, em junho de 2007, com 12 tiros, em Palmeira dos Índios.

Na última eleição geral de 2014, a ré disputou mandato de deputada estadual, com o apoio dos senadores Fernando Collor (PTC-AL) e Benedito de Lira (PP-AL). Ela obteve 13,7 mil votos, ficando na 4ª suplência de sua coligação. Em 2016, seu filho Arlindo Garrote foi reeleito prefeito de Estrela com 56,86% dos votos.


O julgamento seria realizado em Palmeira dos Índios, mas levando em conta a repercussão do caso e a influência da família da ré na cidade, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiu transferir o júri para a Capital, em 2015. A sessão será conduzida pelo juiz John Silas da Silva, substituto da 9ª Vara Criminal, no âmbito do processo nº 0500976-97.2008.8.02.0046. Com informações do TJ de Alagoas.
(Com informações da Dicom do TJ)

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